Poema alterado

uma espiral espirrada ao acaso
sobre os vales aflitos de nostalgia
varre a poeira milenar de pedras gastas.
o mistério das virgens grávidas a
expelir maravilhas pelas ondas do rádio
um cristal em sua mão é chave
da porta que separa desejos e certezas
e contém a arca do que se quer ver.
saboreando passos íntimos
enxugando minha boca verborrágica
juntando cacos do tempo passado
sigo a trilha circular
da via etérea como álcool
que evapora de espumas seus saberes
até que a fumaça revisite
as alucinadas noites veranis
estrelas caras como o
alimento do insensato
diferente da mestruação das
moscas sobre seu corpo
enquanto sabores despencam
ao centro da terra que não pulsa
mais que o coração das
borboletas de neve que
compõem o cenário de
não vividas tragédias à beira
dos abismos macios onde
cavam os pássaros meios de
se fincar à terra.
espiral espectral esculpida
por tiranos de boa intenção
salta de clima em clima
por sobre as ilhas que boiam
no ritmo dos oceanos distraídos
no curso da orquestra
que tolos deuses regem.

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